VISÃO

Promover os valores naturais, culturais e ambientais de toda a região enquanto caminho para um maior orgulho paivense, qualidade de vida, sustentabilidade económica e via para a confirmação do título de Capital Ecológica.

EIXOS DE INTERVENÇÃO

1 – Criação de emprego através do estímulo ao empreendedorismo

Porquê?
Com uma densidade populacional de 35,1 pessoas/km2 e uma perda de 32% da população concelhia desde a década de 50, é necessário fixar a população existente assim como cativar a imigração.

MAS, no concelho de Vila Nova de Paiva,
 10,3% da população activa está desempregada,
 nas mulheres esse desemprego atinge os 16,3%,
 93% dos desempregados buscam novo emprego,
 10,4% da população está em ocupação doméstica,
 só 37,8% da população tem actividade, e
 o sector primário diminuiu 34,4% nos últimos 20 anos.

Assim, urge desenvolver e apoiar as competências da população local para que esta consiga gerar os seus próprios postos de trabalho através de dinâmicas de interdependência comunitária e maior independência em relação à economia e recursos exteriores. Mais do que esperar por grandes investimentos externos o concelho pode potenciar a riqueza interna – o capital social e humano – nas actividades de maior diferenciação, privilegiando uma economia circular de auto-suficiência.

2 – Incremento da participação cívica através da mobilização escolar

Porquê?
Com o declínio da população jovem (< 14 anos) a rondar os 25% nos últimos 10 anos, é fundamental promover um esforço de revitalização e re-criação de um sentido de comunidade no sector escolar concelhio.

MAS, com o progressivo apagamento das actividades associativas e comunitárias, falta massa crítica e vivência solidária em todo o concelho, de que a escola se torna reflexo.

Assim, urge acarinhar na escola o fermento de mudança que pode transformar toda a comunidade, aplicando e inventando novas formas de participar, discutir e buscar soluções em colectivo, e tornando o espaço de aprendizagem num laboratório de novas práticas participativas e verdadeira inovação.

3 – Valorização e promoção dos valores naturais e culturais

Porquê?
Com 15% do território classificado como Rede Natura 2000, a presença de linhas de água ramificadas por todas as freguesias, e ainda uma forte dimensão de cultura tradicional, existe grande potencial em termos de qualidade de vida para os que vivem no concelho e todos os que o visitam.

MAS, o desenvolvimento económico das últimas décadas não foi devidamente filtrado por preocupações de sustentabilidade, respeito cultural, sensibilidade ambiental ou protecção de especificidades naturais ou paisagísticas.

Assim, urge restaurar, onde falte, o equilíbrio natural, ambiental, cultural e social que serve de base à verdadeira qualidade de vida, promovendo-o, em paralelo, como caminho de desenvolvimento assente na oferta turística de rigorosa qualidade, seccionada para a qualidade em detrimento da quantidade.