Os terrenos agrícolas são estreitos por causa dos declives e penedal improdutivo. A relativa fertilidade provém da água abundante. A agricultura se não é a profissão mais representativa, persiste como actividade de complemento à economia do agregado. A aptidão para as culturas de regadio explica a expansão das culturas arvenses: seara, feijoal, horta e batatal, a cotas já que comprometem a existência da videira e oliveira. O milho é a cultura dominante, seguida do centeio. A mancha florestal é dominada pelo pinheiro, do qual em Fráguas se extrai resina, e ponteada de castanheiros e carvalhas, de rendimento pouco expressivo. A execução de planos de reflorestação e regadio, protegendo os ecossistemas locais ao largo das linhas de água e lameiros, vem beneficiar a agro-pecuária. A criação do bovino de raça paivota chegou a associar-se a desaparecidas produções manteigueira, muito consumida em Lisboa e premiada internacionalmente nos finais de Oitocentos, e também queijeira no início do século XX. Prevalece a pastorícia de gado ovino e caprino e a produção avícola. A apicultura conhece-se pela sua qualidade.