A GNR e os Bombeiros Voluntários de Mangualde, apoiados por cães pisteiros, têm passado as últimas horas a procurar em matos, pinhais e ribeiros de Contenças de Baixo, naquele concelho, uma mulher de 80 anos que está desaparecida desde terça-feira.
Ontem, ao final da tarde, a idosa ainda não tinha dado sinais de vida. Leontina Almeida, viúva, residente em Contenças de Baixo, saiu de casa na manhã daquele dia, por volta das nove horas, de autocarro, para ir levantar a reforma ao banco. Nunca mais regressou.
"Estamos muito aflitos. Embora perturbada pela doença de Alzheimer, para a qual está medicada, a minha irmã conhece o percurso como a palma das mãos. O nosso medo é que lhe tenham feito uma espera para a roubar e a seguir lhe tenham dado sumiço. Suponho que tenha ido levantar a reforma dela e do meu falecido cunhado", desabafa a irmã Maria Dolores Almeida.
Ainda nas palavras da irmã, Leontina Almeida deslocava-se duas a três vezes por semana à cidade de Mangualde. Fazia um total de 14 quilómetros. Umas vezes a pé, outras de autocarro. Sempre para ir ao banco.
"Levantava dinheiro com muita frequência. Pode muito bem ter sido vigiada por alguém com más intenções", receia a irmã, que só terá paz, afirma, quando Leontina for encontrada "viva ou morta".
Um taxista terá sido a última pessoa a ver a idosa, na terça-feira, a caminhar na EN 232, entre Mangualde e Gouveia, junto a Mesquitela. Uma zona onde as buscas têm sido mais intensas.
Fonte: Diário de Viseu