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Lajeosa quer médicos em permanência


 

Os utentes da extensão de saúde de Lageosa do Dão queixam-se das horas de espera para conseguir uma consulta. Esta quarta-feira perderam a paciência e saíram à rua. Exigem mais médicos. A tutela prometeu dar. E desmobilizaram.
Uma centena e meia de populares de Lajeosa do Dão, Tondela, concentrou-se, ontem, à porta da extensão de saúde local para protestar contra a falta de médicos e exigir à tutela a colocação de pelos menos dois clínicos em permanência.
O protesto foi convocado por cartas anónimas e prometia no fim um buzinão pelas ruas da sede de concelho, com paragem no centro de saúde da cidade.
Mas as buzinas não tocaram nem a deslocação chegou a ser feita, porque o povo serenou depois de ouvir César Branquinho, o responsável concelhio pela saúde, garantir que o problema da falta de médicos vai ser resolvido, o mais tardar até ao fim de Janeiro de 2009.
A extensão de Lajeosa do Dão não tem nenhum clínico a trabalhar em permanência. Os cuidados de saúde, dos cerca de 2100 utentes, são prestados por dois médicos que trabalham em part-time. "É insuficiente", admitiu ontem o próprio César Branquinho.
Os populares revoltosos exigem a colocação de pelo menos dois profissionais a tempo inteiro. Sustentam que só assim há condições para acabar com as horas de espera para conseguirem uma consulta.
"Já dormi aqui à frente e mesmo assim não consegui ser vista pelo meu médico", lembrou Silvina da Costa, obrigada por isso a recorrer a consultórios privados.
"É normal encontrarmos aqui pessoas de madrugada. No Inverno, embrulham-se em cobertores e sentam-se à porta a marcar vez. Às vezes chega a ser desumano", acusa Alfredo Silva, outro popular revoltoso.
"Há três ou quatro anos que recebo queixas por parte da população, mas desde que uma médica entrou de baixa, o descontentamento agravou-se", explicou António Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Lajeosa do Dão, que ontem constituiu uma comissão de utentes que vai acompanhar o processo de diligências para a resolução da falta de médicos, prometido por César Branquinho.
"Se não resolver o problema, vamos endurecer as acções de protesto", avisam os populares. Marcolino Loureiro, um dos mais exaltados, alerta que o povo "está muito impaciente" e que não vai tolerar o prolongamento da situação. "Já estamos fartos de promessas, é bom que comecem a cumprir, para bem de todos, em especial de quem precisa de cuidados de saúde", afirma.

Fonte: Rui Bondoso, Jornal de Notícias

 


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