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Aluno suspenso depois de agredir uma professora

 Mangualde: Estudante tinha antecedentes de mau comportamento e estava referenciado
 Aluno suspenso depois de agredir uma professora  
Um aluno da Escola Ana de Castro Osório, em Mangualde, distrito de Viseu, foi suspenso pelo Conselho Executivo na sequência de uma agressão a uma professora por causa de um telemóvel. O aluno já estava sob processo disciplinar, o que levou a escola a chamar os agentes da GNR afectos ao programa Escola Segura e a participar o sucedido ao Ministério Público.
O aluno, com antecedentes por mau comportamento, e já referenciado pela Comissão de Protecção de Menores e Jovens em Risco de Mangualde, tinha sido transferido de outra escola do concelho na sequência de um processo disciplinar. Professores e pais criticam esta decisão, que foi tomada "com base em instruções" da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC).
Na tarde da última segunda-feira, o aluno, de 15 anos, a frequentar o oitavo ano, agrediu uma professora durante o recreio. "Deu-lhe um murro e só parou com a agressão quando alguns colegas o agarraram", afirmou ao DN João Carlos Alves, presidente do Conselho Executivo. O aluno foi então levado para a sala do Conselho Executivo e "ficou a aguardar a chegada dos agentes da GNR, que o identificaram".
A professora "foi assistida no centro de saúde" local e seguidamente "formalizou uma queixa" na GNR de Mangualde, contou o responsável. Ao que apurou o DN, o aluno tem antecedentes de agressões verbais e físicas, tanto a alunos, como a professores, funcionários e pais. Na origem da agressão terá estado uma discussão com outro colega por causa da posse de um telemóvel, a que a professora terá tentado pôr fim.
De acordo com João Carlos Alves, "o aluno, conflituoso e hiperactivo, já estava sob a alçada de um outro processo disciplinar porque foi malcriado para com outro professor". O docente adianta que "esta é a primeira vez que o jovem frequenta a escola. Foi transferido para aqui vindo da Escola Felismino de Alcântara, de onde foi expulso por problemas semelhantes".
De acordo com o professor, "a decisão de o transferir foi da DREC". Contudo, salienta, "nós não temos um tutor que o possa acompanhar em permanência".
Para já, "o aluno foi suspenso preventivamente por dez dias e os factos, comunicados ao Ministério Público", concluiu o o mesmo dirigente.
Também Mário Figueiredo, presidente da Associação de Pais da Escola Ana de Castro Osório, contesta a decisão da transferência do aluno. Em toda a vida da escola "esta foi a primeira situação do género aqui ocorrida" e só aconteceu porque a DREC "tomou a decisão da transferência do aluno sem cuidar de resolver o problema de fundo que é a sua reintegração".
O presidente da Associação de Pais adiantou que "o aluno é oriundo de uma família com alguns problemas e deveria ser acolhido numa outra instituição e não nesta escola, onde perturba o rendimento escolar dos restantes alunos, porque não se quer reintegrar".
O DN tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos de Engrácia Castro, directora Regional da Educação.

Amadeu Araújo, Viseu
Fonte: Diário de Notícias

 


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