ViseuDigital

 

 


S. Pedro do Sul escapa à crise e lidera termalismo

 Viseu Movimento de aquistas com quebras variáveis no primeiro semestre
 
Na primeira metade do ano a baixa frequência nas termas portuguesas não tocou da mesma forma as seis estãncias do distrito de Viseu. S. Pedro do Sul e Felgueira cresceram. As restantes esperam atenuar as perdas até ao final da época.
Operadores responsabilizam a "crise financeira" que o país atravessa pelos resultados "desfavoráveis" que afectam de forma transversal a maioria das actividades económicas no país. E que não está a poupar as estâncias termais, pese embora o seu "carácter clínico-social".
O relatório da Associação das Termas de Portugal (ATP) ao movimento de aquistas nos primeiros seis meses do ano, nas 33 estâncias nacionais (um documento de circulação restrita entre associados), revela que apenas quatro cresceram: S. Pedro do Sul, Felgueira (distrito de Viseu), Monchique e Monfortinho. As restantes baixaram ou mantiveram-se estáveis.
As termas de S. Pedro do Sul, geridas pela empresa municipal Termalistur, que nos últimos anos atraíram uma média de 25 mil utentes, cresceram 8% (mais 533) no primeiro semestre de 2008. Segundo a autarquia, a estância "lidera o grupo das quatro termas onde se registou aumento de frequência". E domina o ranking ao deter "cerca de um quarto da população termal portuguesa".
Ao crescimento de S. Pedro do Sul não é alheio, segundo a autarquia, o investimento de 10 milhões de euros concluído o ano passado na requalificação do balneário D. Afonso Henriques (o mesmo tinha acontecido antes com o Rainha D. Amélia) que à sua conta passou a ter uma capacidade para 45 mil aquistas/ano, sendo um dos melhores da Europa.
No primeiro semestre de 2007, as termas portuguesas receberam 33575 aquistas. No mesmo período deste ano, foram contabilizados 29712, o que representa uma quebra de 11,51%.
O facto de o Programa Saúde e Termalismo Sénior do Inatel ter iniciado mais tarde, é apontado por alguns operadores como uma das razões para a diferença registada.
"Isso não terá reflexos nos números globais no final de 2008, mas apenas nos números do primeiro semestre", diz João Barbosa, secretário-geral da ATP. "Os grupos de seniores previstos no primeiro semestre transitaram para o segundo, o que vai gerar um crescimento significativo nos meses de Setembro, Outubro e Novembro", admite.
As Caldas da Felgueira, em Nelas, que ocupam o lote das quatro estâncias com movimento positivo no período em análise, começaram bem. "Os primeiros três meses foram muito bons. Mas na Páscoa, este ano muito mais cedo, houve uma certa retracção que se reflectiu em Abril e Maio. Esperamos recuperar até ao final da época", disse, ao JN, o director Adriano Ramos.
Sem revelar números ou posições no ranking nacional, numa atitude comum à maioria dos gestores, o responsável admite que o termalismo de bem-estar, que funciona todo o ano na Felgueira (o clássico vai de 28 de Janeiro a 8 de Dezembro), registou um crescimento de 22%.
As termas de Alcafache (Viseu), Carvalhal (Castro Daire), Sangemil (Tondela) e Arêgos (Resende) dividem-se entre a estabilidade e as perdas no número de aquistas.
Alcafache, uma estância que nos últimos 10 anos tem registado "crescimentos continuados", não escapou à crise dos primeiros meses . O director Jorge Loureiro assume-o com clareza. "Baixámos 30% no termalismo clássico e cerca de 22% no SPA. A crise económica que afecta as famílias atingiu-nos. O nossos principais clientes vêm de Lisboa, fazem 600 quilómetros, e com estes problemas retraíram-se".
Idêntica posição é admitida por Gilson Loureiro, gestor das Caldas de Arêgos, que admite um decréscimo na ordem dos 15%. Neste caso, a escassez de grupos do Inatel é apontada como uma das principais causas.

Teresa Cardoso
Fonte: Jornal de Notícias

 


Copyright© 2003-2006, Lusitânia - ADR. Todos os Direitos Reservados. Avisos Legais
Edifício Expobeiras | Parque Industrial de Coimbrões | 3500-618 Ranhados
lusitania@lusitania-adr.pt | url: www.lusitania-adr.pt
Lustânia-ADRPOS_CUE