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Foram atropeladas quase 100 pessoas


 
Entre Janeiro e Setembro deste ano, registaram-se 98 atropelamentos, nos centros urbanos do distrito de Viseu. Grande parte dos acidentes ocorreu nas passadeiras. O fenómeno, emergente, está a preocupar as autoridades.
O governador civil e presidente do Conselho Coordenador da Segurança Rodoviária Distrital (CCSRD), Acácio Pinto, reconheceu, ontem, que embora não se tenham registado vítimas mortais, nas passadeiras, o número elevado de feridos graves vem chamar a atenção para a necessidade de monitorizar a sua incidência.
"Neste momento, não podemos dizer se o fenómeno aumentou ou diminuiu, como seria desejável, porque não temos elementos de comparação para trás. Faremos isso a partir do próximo ano", declarou.
Na mesma linha de preocupação, Acácio Pinto anunciou duas acções de formação, a realizar em articulação com as associações de municípios do distrito (Dão-Lafões e Douro-Sul), dirigidas a técnicos municipais normalmente envolvidos no ordenamento do trânsito urbano. "Vamos empenhar-nos no sentido de ter essas acções no terreno ainda este ano", prometeu.
A questão dos atropelamentos acabou por dominar o balanço provisório à sinistralidade no distrito, entre Janeiro e Setembro, período em que ocorreram 3765 acidentes, 1031 dos quais com vítimas: 21 mortos, 94 feridos graves e 1323 ligeiros. Comparativamente com o mesmo período do ano anterior, registou-se uma redução de 27,6% no número de vítimas mortais (29 para 21).
Agosto e Setembro foram os meses de maior incidência no número de acidentes (888). Outros dados revelam que a maioria dos casos é protagonizado por condutores entre os 25 e os 34 anos. A velocidade excessiva está à frente das causas, seguida do desrespeito pelas regras de prioridade e ultrapassagens mal calculadas.
Ao contrário do que sucedia há alguns anos, com o antigo IP5 a liderar o número de acidentes na região, as actuais auto-estradas A25 e A24 registaram apenas uma vítima mortal.
Os dados apurados pela CCSRD revelam que a Estrada Nacional 16 (EN16) foi a mais problemática com 149 acidentes, dos quais resultados 59 vítimas (dois mortos, cinco feridos graves e 52 ligeiros).

Teresa Cardoso
Fonte: Jornal de Notícias

 


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