ViseuDigital

 

 


Entronização da Confraria "Grão Vasco"

 Comendadores e cavaleiros em defesa dos saberes e sabores da Beira
 
A Confraria de Saberes e Sabores da Beira "Grão Vasco" realizou mais uma entronização de confrades, a quinta. Duas instituições e 33 individualidades foram chamadas a "promover e divulgar a gastronomia tradicional da Beira, os vinhos e bebidas espirituosas produzidas por terras beirãs; investigar e pugnar pela genuinidade da culinária autóctone; patrocinar a recolha e divulgação de usos e costumes tradicionais; incentivar a edição de trabalhos sobre a cultura regional e realizar acções de carácter cultural, relacionadas com este património".
Para o grau de Comendador da Ordem de Grão Vasco foram escolhidas algumas personalidades com trabalho reconhecido a nível nacional. Francisco Marques Bandeira, vice- -presidente da CGD, Henrique Monteiro, director do jornal Expresso, João Cotta, presidente da AIRV, João Martins, empresário, Bento dos Santos, gastrónomo, Mafalda Mendes Almeida, empresária, Dias Loureiro, advogado e Rui Mingas, diplomata e ex embaixador de Angola. A APPACDM e a Casa de Viseu no Rio de Janeiro foram as duas instituições escolhidas.
Dos 25 novos confrades, entronizados com o Grau de Cavaleiros, estão 25 personalidades com ligação a Viseu ou de Viseu, que se comprometem, em nome da honra, "a cumprir os ideais da confraria, visando o seu prestígio e o seu engrandecimento".
Compromissos e deveres que, para alguns, "já são praticados há muito tempo", como é o caso de Henrique Monteiro. "Os meus pais são de Vila Nova de Paiva e, eu, sempre defendi a gastronomia e os costumes da Beira e, obviamente, um defensor do vinho do Dão".

Defesa do património

A cerimónia decorreu nos claustros da Sé mas, depois, os confrades e todos os elementos das confrarias convidadas, que vieram um pouco de todo o país, fizeram uma visita ao salão nobre da autarquia viseense, onde o autarca, Fernando Ruas, apelou "à defesa das tradições e cultura e, acima do tudo, do património, ou seja, da língua portuguesa". "Como diz o poeta: a língua é o nosso maior património"
"Num país que está cada vez menos equilibrado, porque o Interior perde em relação ao Litoral e, onde a distância entre Viseu e Lisboa parece ser muito menor que entre Lisboa e Viseu, é importante que os ilustres senhores divulguem não só a nossa gastronomia como também o nosso concelho e a nossa bela cidade"
Um desequilíbrio que Henrique Monteiro, director do Expresso, encontrou "não só em relação a Lisboa e o Litoral, como também no próprio distrito".
"O que o Litoral faz ao Interior, fazem as capitais de distrito à sua própria região, uma vez que os concelhos vizinhos estão cada vez mais desertificados porque as pessoas procuram melhores condições nas capitais, cidades que estão mais desenvolvidas", considera.

Fonte: Diário de Viseu

 


Copyright© 2003-2006, Lusitânia - ADR. Todos os Direitos Reservados. Avisos Legais
Edifício Expobeiras | Parque Industrial de Coimbrões | 3500-618 Ranhados
lusitania@lusitania-adr.pt | url: www.lusitania-adr.pt
Lustânia-ADRPOS_CUE