O Governo Civil de Viseu e o Vicariato do Viso assinaram, ontem, um protocolo que visa à passagem do meio milhão de euros do Governo para a construção da nova Igreja do Viso. As obras poderão arrancar no primeiro semestre de 2009 e, na totalidade, dada esta comparticipação do Estado
Em Julho, tinha sido anunciado o desbloqueamento do capital e a assinatura do protocolo aconteceu ontem, no Governo Civil com o Vicariato do Viso, no valor de quase meio milhão de euros, para um total de obra de milhão e meio.
"A obra poderá arrancar no primeiro semestre de 2009, uma vez que o projecto está na última fase, antes de ir a concurso público, que gostaríamos que acontecesse ainda este ano", diz o responsável padre Armando Esteves.
O Vicariato do Viso foi criado há 10 anos e, há oito, que se arrasta o processo da construção de uma igreja. "Há três anos, os antigos responsáveis pararam o processo porque a construção, só do templo, já estava a ficar com custos muito elevados e resolvemos, entretanto, alterar o projecto para lhe dar um cariz mais social", relembra Armando Esteves.
O espaço de construção está definido: "é num terreno no Viso Sul, que a Câmara Municipal de Viseu cedeu ao Vicariato e situa-se numa zona que está em franca expansão, com a particularidade de a Igreja ficar virada para a zona nova", refere. O pároco revela que "já foram angariados cerca de meio milhão de euros, através da angariação de fundos, junto das pessoas".
O padre Armando Esteves considera que "o estímulo, agora, é outro, uma vez que falta um terço do dinheiro e, esse, com o tempo também se há-de conseguir", confia. "De outra forma a obra não arrancaria toda, seria feita por parcelas, uma vez que também ela é dividida por sectores e, com este dinheiro, é possível arrancar na totalidade".
O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, e o governador civil, Acácio Pinto, destacaram "o trabalho e a confiança do padre Armando Esteves e do padre Nuno, na luta pela construção deste projecto". "É um momento importante da história do Vicariato, que me apraz registar, até pela evangelização, uma vez que está a nascer uma nova paróquia", refere D. Ilídio Leandro.
Acácio Pinto regista a importância "de fazer o caminho de mãos dadas, Governo e Igreja, para que a obra nasça ao serviço também da sociedade e de toda uma comunidade".
O templo a ser construído será "com linhas modernas, dos nossos dias e é uma marca do que deve ser a Igreja nos dias de hoje", esclarece o sacerdote. "Tem a assembleia em anfiteatro, sem escadas, em redondo. "O templo reflecte bem o que a Igreja quer ser. "É aberta para o mundo, para o futuro, para as pessoas e para os seus problemas
Fonte: Diário de Viseu