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Criticas à certificação da maçã de Esmolfe


 
Os produtores estão desanimados. Queixam-se de um processo "demasiado burocrático". E exigem à entidade certificadora, mudanças de algumas regras. As críticas foram ouvidas ontem, dia de mais uma feira da maçã. "Só exigências, exigências, burocracia atrás de burocracia. Tanta coisa, que os fruticultores até desanimam e desistem". Abel Marques, produtor de maçã bravo de Esmolfe, diz que o processo de certicação do fruto "é um calvário para os produtores".
Desde Setembro de 2004, que a maçã de Esmolfe passou a ser considerada um produto DOP (Denominação de Origem Protegida).
"Mas para motivarem mais fruticultores a certificar a maçã que produzem, algumas regras têm de mudar", alerta Abel Marques, exemplificando com o seu próprio caso: "Vieram fazer análises aos solos, à água, à maçã, às folhas das macieiras. Para quê tanta coisa?", pergunta o produtor, que pede à entidade certificadora, processos "mais aligeirados".
O desabafo foi feito ontem, dia em que se realizou na aldeia-berço, a 13ª edição da Feira da Maçã Bravo de Esmolfe, que se vendeu no certame a um euro o quilo (não certificada) e a 1,5 euros (certificada).
A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal de Penalva do Castelo, que quer avançar com a ideia da construção de uma unidade transformadora da maçã excedentária (refugo), em compotas, concentrados e outras formas.
"É um investimento que tem pernas para andar. Assim haja empresários privados interessados. A câmara vai motivá-los", afirma Leonídio Monteiro, presidente da autarquia.

Autor: Rui Bondoso
Fonte: Jornal de Notícias

 


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