Três dezenas integraram a equipa da entidade organizadora, a Expovis. As restantes, foram contratadas pelos mais de 400 expositores que participaram na 628ª edição da Feira de S. Mateus. O potencial de empregabilidade do certame, ainda que sazonal, é destacado pelo gerente-executivo Jorge Carvalho.
"É um pontapé na crise do emprego em Portugal. Sei que a maioria dos feirantes privilegia a contratação de jovens à procura de trabalho. Só é pena que esta resposta não possa ser alargada durante mais tempo", comenta aquele responsável.
O certame que anteontem fechou as portas, para voltar no próximo ano, bateu também o recorde de ingressos vendidos: 200 mil, número a que corresponde uma receita de meio milhão de euros. Foram mais 35 a 37 mil entradas pagas do que em 2007.
Jorge Carvalho explica o sucesso de bilheteira com três ordens de razões: bom tempo, artistas ao gosto popular e mudança de pessoal afecto ao controle dos ingressos.
"Este último aspecto, em minha opinião, terá sido determinante para o aumento registado. A decisão que tomámos de contratar uma empresa especializada para garantir a venda de bilhetes e o seu controle, revelou-se positiva. Tratando-se de gente desconhecida no meio, já não é possível fechar o olho a algumas borlas", explicou Jorge Carvalho.
Feitas as contas entre os dias pagos e não pagos, o certame foi visitado, entre 14 de Agosto e 21 de Setembro, por cerca de 700 mil pessoas. "Foi a maior enchente de sempre. O balanço é extraordinário", assume o gerente-executivo da Expovis - Promoção e Eventos, Lda.
A uma semana de reunir a equipa para uma avaliação formal, atendendo a que em Dezembro terá de ser feito o regulamento do próximo ano, Jorge Carvalho aponta como dado mais positivo da presente edição as enchentes nos espectáculos.
"A quem nos critica por darmos ao povo o que o povo gosta, esta é a melhor resposta", conclui o responsável, que destaca as casas cheias nos espectáculos dos Xutos & Pontapés e Quim Barreiros.
Texto: Teresa Cardoso
Fonte: Jornal de Notícias