Os Bombeiros Voluntários de Viseu descobriram em Rio de Loba, depois de duas hipóteses goradas, os cinco hectares de terra onde vão erguer o novo quartel. Candidatura a fundos comunitários avança este mês.
O projecto do futuro edifício, em fase de conclusão, vai ser enviado nos próximos dias à Câmara Municipal de Viseu (CMV) e à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) para aprovação. "Se tudo correr bem, é possível que ainda este mês a candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) possa ser formalizada", confirmou, ontem, ao Jornal de Notícias, António Botelho Pinto, vice-presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viseu (AHBVV) para a área patrimonial e financeira. "Simples, funcional e modular" o edifício, orçado em 1,5 milhões de euros, será implantado em Travassós de Baixo, num terreno de 50 mil m2 oferecido pela Junta de Freguesia de Rio de Loba. "Uma localização óptima", reconhece Botelho Pinto, numa alusão à proximidade do IP5. A comparticipação do QREN ao projecto do quartel dos Voluntários será determinada em função da tipologia do edifício. "Sendo que esta, por sua vez, é ditada pelo número de bombeiros, neste momento 80, que temos no quadro de pessoal", explicou o mesmo dirigente. A cedência do terreno em Rio de Loba pôs fim a um impasse para a construção do quartel que se arrastou nos últimos 12 anos. Muito desse tempo, passou-o a colectividade à espera de uma parcela, junto à feira semanal, cuja cedência foi inviabilizada por problemas judiciais. A Câmara Municipal de Viseu disponibilzou recentemente um outro terreno, junto ao monte de Santa Luzia, que acabaria por revelar-se inadequado "devido à orografia muito acidentada", avançou Botelho Pinto. O responsável considera que, atendendo à área disponível, o terreno em Rio de Loba poderá permitir no futuro a concentração de outros equipamentos. "Ficaremos então com um Centro Municipal de Segurança e Socorro". As instalações actuais, na rua José Branquinho, ocupadas há mais de 40 anos pela corporação, "irão manter as áreas sociais e poderão vir a ser dotadas de um posto avançado de bombeiros para primeiras intervenções", revelou António Botelho Pinto.