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Vandalismo nas zonas rurais nem abrigos poupa

 Câmara gasta milhares de euros por ano a repor equipamentos destruídos e defende mais policiamento
 
Autarcas de Viseu queixam-se de vândalos que pela noite queimam papeleiras, destroem sinais de trânsito e roubam bancos dos abrigos de autocarros. A Câmara quer mais polícia e recupera a ideia da videovigilâcia.
Na reunião de autarcas realizada ontem, em Vil de Souto, voltou a ouvir-se um coro de lamentos e de críticas contra quem destrói bens de interesse colectivo pagos com o dinheiro de todos.
O presidente da junta de freguesia de Povolide, Fernando Florentino, era o mais revoltado. Tudo porque metade dos abrigos dos transportes públicos espalhados pelo território sob sua jurisdição, ficaram sem bancos da noite para o dia. "Não se admite. Os abrigos têm bancos, para que as pessoas aguardem confortavelmente a chegada do autocarro. Então não é que os ladrões foram lá e levaram-nos todos?!", queixou-se Fernando Florentino.
O autarca recorda que as duas dezenas de abrigos existentes na freguesia foram instalados há alguns anos na sequência de um contrato estabelecido com a Câmara Municipal de Viseu (CMV).
"Não sei onde comprar os bancos. Não sei quem os fabrica. Por isso defendo que a polícia investigue para onde poderá ir todo aquele material em alumínio roubado. Ele tem de estar em algum lugar", conclui indignado.
Fernando Neiva, da Junta de Freguesia de Bodiosa, também tem abrigos estragados. Mas neste caso, as razões poderão ser outras. O autarca suspeita que os danos tenham sido provocados por um acidente automóvel. "Como não sabemos quem foi, não podemos pedir responsabilidades. Teremos de ser nós a aguentar os prejuízos".
No outro extremo do concelho de Viseu, em S. Cipriano, a autarquia queixa-se de sinalética e de contentores do lixo destruídos. "Além disso, andam para aí a roubar tudo. Nas últimas semanas, soube que em plena luz do dia furtaram alfaias agrícolas na aldeia. E ainda levaram um cesto de feijão e dois sacos de batatas", contou, ao JN, Aurélio Lourenço.
O presidente da CMV, Fernando Ruas, junta a sua voz à dos presidentes das juntas para condenar o vandalismo que grassa no concelho. "Gastamos milhares de euros por ano a repor o que é destruído nos meios rurais e em pleno centro da cidade. Não compreendo o que leva alguns jovens, durante a madrugada, a queimaram contentores de lixo e a derrubaram sinais de trânsito", desabafa.
O autarca quer que o Ministério da Administração Interna (MAI) reforce o número de efectivos na PSP, cujo quadro de pessoal tem um défice de 60 agentes, e recupera a ideia da videovigilância.
A possibilidade de instalar câmaras em algumas zonas da cidade, mais expostas, volta a ser falada para Viseu. "Em 2003 propus essa solução e acusaram-me de querer criar um 'big brother'. Foi premonição, mas a verdade é que a questão está hoje na ordem do dia", diz Ruas.
A assinatura com o MAI de um Contrato Local de Segurança ditará alterações. "Poderemos começar pelo centro histórico. Em função do diagnóstico feito, serão definidos meios. Será a altura de decidir sobre a videovigilância", conclui Fernando Ruas.

Texto: Teresa Cardoso
Fonte: Jornal de Notícias

 


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