O incêndio que lavrou este sábado numa fábrica de tecidos e componentes para automóveis em Nelas, Viseu, foi dado como dominado pelas 12:07, cerca de três horas depois de se ter iniciado, disse fonte dos bombeiros.
Segundo a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu o combate às chamas provocou quatro feridos ligeiros, dois funcionários da empresa e dois bombeiros, com sintomas de intoxicação pelo fumo.
O incêndio, que deflagrou pelas 09:22 atingiu pelo menos um armazém de matéria-prima do sector de espuma e foi combatido por 200 bombeiros e 61 veículos de 17 corporações, auxiliados por duas máquinas de rasto e duas retroescavadoras.
A fábrica poderá voltar a laborar segunda-feira em instalações de uma firma desactivada, revelou a autarca local. "No meio desta tragédia há uma boa notícia, conseguiu-se salvar matéria-prima e algumas máquinas, os teares. Há um pavilhão de uma antiga fábrica, ao lado, já disponível para que volte a laborar segunda-feira", disse Isaura Pedro, autarca de Nelas.
Segundo a autarca, o fogo não terá atingido os escritórios da empresa, permitindo salvar computadores e outro equipamento. O combate ao incêndio mobilizou 200 bombeiros e 61 veículos de 17 corporações e prolongou-se por cerca de três horas, disse, por seu turno, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu.
A 7 de Junho de 2006, a empresa pertencente a um grupo sueco há 16 anos instalado em Nelas foi praticamente consumida pelas chamas, apenas se tendo salvado parte dos escritórios, onde se encontrava o servidor com toda a informação técnica.
Situada na estrada Nacional 234, entre Nelas e Canas de Senhorim, a Borgstena emprega 260 trabalhadores e ocupa uma área de cerca de 2,5 hectares.
Após as obras de requalificação inauguradas a 06 de Setembro do ano passado transferiu nova tecnologia da Suécia para Portugal e admitiu mais 50 trabalhadores, tendo ainda praticamente duplicado a área fabril, num investimento total orçado em quase 25 milhões de euros.
Texto e Fotografia: Rui Bondoso
Fonte: Jornal de Notícias