O Ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, ordenou ao Instituto Politécnico de Viseu (IPV) para avançar com a realização das eleições para a presidência. A instituição aguardava a decisão do ministro. Em causa estava se o IPV devia aguardar pela homologação dos novos estatutos ou se devia avançar imediatamente para a realização do processo eleitoral.
A resposta do Ministério da Educação, que chegou no dia 2 de Julho, é, segundo o actual presidente, João Pedro de Barros, "discriminatória", mas é "para ser cumprida".
"Estou admirado com a decisão do ministério. Há quatro institutos politécnicos e uma universidade a quem foi mandado aguardar e a nós mandaram-nos avançar rapidamente, quando ainda temos uma acção no tribunal. É discriminação", refere, salientado que poderão estar em jogo "questões políticas".
Segundo João Pedro Barros, o IPV "devia esperar pela homologação dos estatutos", uma vez que Mariano Gago tem 70 dias para o fazer, ou "esperar pela resolução do tribunal", ou "marcar as eleições para os primeiros dias do mês de Setembro".
O presidente afirma que vai marcar as eleições para breve, mas teme o decorrer do processo uma vez que a comunidade escolar já se encontra de férias. Até ao fecho do Jornal, a Assembleia do IPV ainda não tinha reunido para avançar com uma data concreta.
Texto de Ana Filipa Rodrigues
Fonte: Jornal do Centro