Ele foi a abertura do Palácio do Gelo, ele foi o estágio da selecção nacional de futebol, ele representou quase o fim das obras do Viseu Polis, ele foi uma quantidade enorme de eventos, alguns adiados ou antecipados para esta altura do ano, ele foi a “fona” em Viseu.
Tirando o 10 de Junho em que o então Presidente da República, Ramalho Eanes, resolveu comemorar o Dia da Nação e outros em que Carlos Lopes, o atleta-mor, irrompeu pela cidade, nunca se viu assim a urbe tão bem tratada e vaidosa.
Viseu está na moda, diz-se um pouco por todo o lado. Mas Viseu já é uma referência há anos. O Teatro Viriato, a Feira de São Mateus, o destino por excelência de camionetas e mais camionetas de turistas que chegam e partem sem quase serem vistas, dando a conhecer as terras de Viriato.
Desde o início do mês de Maio que o Rossio da cidade mostra um pouco do que se passa. Primeiro, e aproveitando o balanço da vinda da selecção nacional de futebol, realizou-se a Feira do Desporto nas “casinhas” de madeira espalhadas pela praça. Seguiu-se a Feira à Moda Antiga, que foi antecipada do final do ano e aconteceu no Mercado 2 de Maio. O espaço do Rossio recebeu depois, e até ao final do mês, a Festa das Freguesias, numa iniciativa em que foram dados a conhecer os valores tradicionais de todo o concelho.
A “temperatura” alta de Maio (em que só o tempo real não concordou em aquecer) passou também pelo Solar do Dão, onde os apreciadores da alta cozinha e dos Vinhos do Dão de grande qualidade puderam dar largas à imaginação e à aprendizagem das mais recentes novidades.
Maio foi um mês quase irrepetível em Viseu. E os resultados podem fazer com que a cidade e a região fiquem definitivamente no mapa dos acontecimentos e das rotas de passeio dos portugueses.
Texto: José Lorena
Fonte: Gazeta Rural