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Santa Comba Dão: Feira de Artesanato para "preservar e fomentar"

 A Feira de Artesanato de Santa Comba Dão arrancou ontem e termina no domingo. Um espaço para partilhar cultura.
 
Numa das ruas da cidade há um painel de azulejo pintado que conta a lenda de Santa Comba Dão. "Só no fim de lá estar é que a maior parte das pessoas ficaram a conhecer a lenda da sua terra", conta Dimary, a autora da obra que trocou 20 anos de contabilidade para se dedicar à pintura em azulejo. "É uma arte muito bonita. É mesmo uma paixão. É também um investimento a longo prazo e um trabalho com uma duração de 500 anos que, se não for vandalizado, conta histórias para as gerações futuras".
Dimary explica desta forma a importância da arte da pintura em azulejo, que em Santa Comba Dão tem alguma expressão. Conta também que este, apesar de pouco valorizado pelos portugueses, é "o trabalho que, a nível de Portugal, é mais conceituado". É por isso que o promove na Feira de Artesanato de Santa Comba Dão. O certame arrancou ontem, na Casa da Cultura, e é lá que, pelo terceiro ano consecutivo, Dimary expõe, dá a conhecer e tenta vender algum do seu trabalho, apesar desta ser uma arte que "ao nível particular se vende muito pouco".
O que faz esta artista fazem os restantes artesãos presentes na mostra. Uns pela primeira vez em Santa Comba Dão, outros repetentes, todos eles tentam promover a sua arte que marca presença na mostra nas suas mais variadas vertentes, desde a pintura em azulejo, passando pelo trabalho em vidro, pelos trabalhos em barro, execução de bonecos em trapos, bijutaria e muitas outras artes. Mais promoção do que venda, é certo, porque o dinheiro no bolso dos portugueses não abunda, mas ainda assim "há retorno depois da mostra", diz esta artista.

Equacionada mudança de espaço

A divulgação do artesanato local e regional é o objectivo primeiro da Feira de Artesanato, que decorre até domingo na Casa da Cultura e que, para além da vertente de exposição, conta também com um programa de animação e uma zona de promoção da doçaria conventual e regional. "Queremos divulgar esta nossa cultura. Numa altura em que as nossas preocupações são mais globais, às vezes é preciso preservar mais as nossas memórias", diz o presidente da Câmara de Santa Comba Dão, considerando que perante um cenário de aumento dos combustíveis e de desemprego e de outras preocupações diárias que implicam com a vida de todos os portugueses "é preciso dar alguma esperança às pessoas e mostrar-lhes que há coisas que fazemos bem e devemos preservar e fomentar".
Com várias participações locais e regionais, a feira, apenas na sua terceira edição, tem tido, assegura o autarca, uma "procura crescente". "Já ultrapassou até as fronteiras da região", com a presença de artesãos de vários pontos do país e muitos outros que tiveram de ficar de fora por falta de espaço na Casa da Cultura, diz João Lourenço, que equaciona já a mudança de espaço de realização da mostra no próximo ano.

Fonte: Diário de Viseu

 


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