Comerciantes da Rua Direita de Viseu vão pedir à PSP que coloque mais polícias fardados naquela artéria do centro da cidade, para passar uma imagem de segurança e atrair clientes. Tudo para apagar alguns “focos de instabilidade”.
O presidente da Associação Comercial de Viseu, Gualter Mirandez, explicou que a necessidade de haver mais polícias fardados prende-se com o facto de haver alguns “focos de instabilidade” na rua, devido à presença de pessoas alegadamente relacionadas com o consumo e tráfico de estupefacientes. Nesse âmbito, a associação começa hoje a recolher assinaturas junto dos comerciantes e de quem passa na rua para um abaixo-assinado a pedir mais agentes fardados, que será depois entregue na PSP, Câmara Municipal e Governo Civil. “Pretendemos dar maior visibilidade policial. O senhor comandante diz-me que, além dos polícias fardados, também passam lá polícias que não estão identificados. Sei que é verdade”, contou.
No entanto, o objectivo dos comerciantes é que “efectivamente mais polícias fardados andem na rua a dar uma maior tranquilidade e um melhor aspecto em termos de segurança”, acrescentou Gualter Mirandez. Fernando Santos, proprietário de uma loja de roupa de noiva, admitiu não se sentir inseguro, até porque, em 30 anos, só se lembra de episódios esporádicos de assaltos ou outras complicações, e durante a noite. “Mas por estar a ser frequentada por pessoas ligadas ao tráfico de droga passa a ideia de que há insegurança”, afirmou. Na sua opinião, este é um dos motivos para que, apesar de oferecer “o mesmo que oferecem os centros comerciais e a baixos preços”, os clientes não frequentarem a rua. Fernando Santos lembrou os tempos em que “andava sempre um polícia fardado rua acima, rua abaixo”, que era mesmo chamado de “o polícia da Rua Direita”. “Agora passam esporadicamente, às vezes de carro. Passam-se dias em que não se vê uma farda na Rua Direita. E a presença da farda e da viatura parada é muito importante”, frisou.
Também Manuel de Campos, proprietário de uma loja de roupa, defendeu a ideia, até porque “a Rua Direita é um ponto de encontro” e as pessoas devem andar nela “sem a preocupação de ter a mão a segurar a carteira”.
Fonte: O Primeiro de Janeiro