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Menos de metade dos concelhos participa na campanha de redução de sal no pão

  O projecto "pão.come", promovido pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), conta com a participação de 10 concelhos do distrito de Viseu. A redução do valor médio de sal utilizado na confecção do pão é o objectivo do projecto.
 Menos de metade dos concelhos participa na campanha de redução de sal no pão  
No distrito de Viseu, o "pão.come" arranca nos concelhos de Vouzela, Tabuaço, São Pedro do Sul, São João da Pesqueira, Mortágua, Penalva do Castelo, Mangualde, Tondela, Santa Comba Dão e Carregal do Sal, num total de 75 padarias envolvidas.
O projecto está a ser desenvolvido desde 2007 e surgiu devido à constatação, através de recolha de amostras, de que em Portugal se produz o pão mais salgado da Europa.
Segundo a coordenadora do projecto, Lídia Duarte, "perto de um milhão e 400 mil habitantes da região Centro já consome pão de diversas qualidades com menos teor de sal", visto que 80 por cento da região aderiu à iniciativa.
O consumo excessivo de sal é o principal responsável pelo aparecimento da hipertensão. Por dia, cada portugues consome cerca de 12 gramas de sal, quando a Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de apenas cinco gramas.
As 75 padarias da região têm indicação para reduzir gradualmente a utilização do sal, de maneira a que os clientes não notem um diferença abrupta no sabor do pão que compram.
A participação de cada estabelecimento é acompanhado por uma monitorização que consiste na análise periódica do pão produzido.
Desde o início do projecto, em 2007, até ao mês de Abril, data em que o pão.come foi apresentado publicamente, a ARSC já efectuou mais de mil análises a cerca de 50 diferentes tipos de pão produzido pelas panificadoras da Zona Centro.
Até 2009, a ARCS pretende incentivar os industriais da região a "adicionarem na massa de confecção do pão apenas 10 gramas de sal por quilograma de farinha".
A iniciativa "pão.come" é promovida pela ARCS em parceria com a Fundação Portuguesa de Cardiologia e a Associação do Comércio e Indústria de Panificação.
"Pão são". Consciente da importância da redução no sal no controlo das doenças cardiovasculares e cerebrais, a Fundação Portuguesa de Cardiologia mantém, desde 2007, uma parceria com o Museu do Pão para produção do "pão são", com apenas 0,2 por cento de sal.
O composto iónico é substituído pelo uso de ómega 3 e sementes de girassol.

Texto de Ana Filipa Rodrigues
Fonte: Jornal do Centro

 


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