Um pequeno grupo de alunos da Escola Básica 2,3 e Secundária (EB23S) de Tarouca é suspeito de agressões continuadas a auxiliares de acção educativa daquele estabelecimento de ensino. Os alegados "ataques" a duas funcionárias terão ocorrido a 13 e 14 de Março, últimos dias de aulas antes das férias da Páscoa, tendo uma das mulheres recebido assistência a hematomas no peito e nas pernas. A presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Tarouca (AET), Manuela Machado, desdramatiza o que considera serem "situações pontuais", e garante que os miúdos "mais rebeldes" estão a ser acompanhados.
Uma das funcionárias alegadamente agredida reconheceu não ser a primeira vez que leva "porrada" de miúdos na escola. Há dois anos, revelou, foi uma cotovelada nas costas, na zona onde tem uma hérnia, que a deixou imobilizada. No dia 14 deste mês, deram-lhe pontapés na barriga, pernas e peito ao tentar impedir que um garoto batesse noutro. A auxiliar de acção educativa reconheceu, em declarações à Rádio Noar, que as agressões são normalmente apresentadas à GNR, cujos responsáveis o JN não conseguiu contactar, sob a forma de queixa, mas acabam por ser retiradas. "Não podemos fazer nada porque dizem que são menores e, portanto, nós temos de levar as porradas e não podemos fazer nada".
À Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) também não têm chegado quaisquer comunicações dos casos relatados. A directora do AET, Manuela Machado, explicou ao JN que os processos não são instruídos e encaminhados para a DREN porque não há denúncias. TC
Fonte: Jornal de Notícias